Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

alunos da fundação das artes 2009

e lá vamos nós, preparando o ano novo!

para os que estão no P1 e no P2, as listas de peças teatrais que deverão ser lidas estão neste línque AQUI.
são para as disciplinas de história do teatro e teatro brasileiro. atenção P1: caso eu fique com a disciplina de análise de texto, haverá, ainda, outra lista (não se animem: se for outro professor, ele terá sua própria relação de textos...).
divirtam-se nas férias.


Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

TEORMID

mais um texto pra vocês se divertirem: tempo lento.

este e os outros três, publicados aqui anteriormente, vão ajudar bastente nossas últimas aulas.

até sexta!

Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

sessentaeoito

olá, crianças!
como podem ver numa postagem anterior, vou participar hoje (25/09/08) de uma mesa redonda, integrante do simpósio multidisciplinar da universidade são judas.
aí, me pediram pra mandar um texto de apresentação sobre minha fala, uma espécie de preparação pro assunto. comecei a escrever e achei que ficou bacaninha, tanto que divido-o aqui com os amigos que, eventualmente se arriscarem por aqui.
o malfadado ano de 1968 é só um pretexto, um ponto de partida pra dar uma pensada sobre a atuação do teatro durante a parte mais braba da ditadura.

O Teatro Brasileiro e 1968 – Viva a Arte Viva!

por warde marx – ator, diretor, professor e dramaturgo

 

Desde 1º de abril de 1964, a classe teatral – como de resto o País – continuava atônita. Que

rumos tomar, para onde ir? Temos que reconhecer: se entre os nossos encontravam-se, no passado, grandes cortejadores do Poder, nesse momento histórico podemos afirmar que era 

entre nós que estavam algumas das mais combativas figuras de resistência à Ditadura Militar. 

E a própria classe, como conjunto, estava mesmo era na linha de frente. E todos os setores sociais, bem ou mal, tomavam suas posições. Algumas até de apoio aos golpistas... 


Mas, havia gente ousada, corajosa entre os brasileiros daqueles

tempos. Nós todos – a maioria sem perceber, até – vínhamos de lutas e lutas em busca de nossa identidade nacional (não, toda a renovação do teatro brasileiro e sua incrível capacidade de comunicação com a platéia; o Cinema Novo; a Bossa Nova; a eleição de Juscelino Kubitschek, prometendo avanço e modernidade; o sucesso do MASP e do MAM; tudo isso que aconteceu do final da década de 1940, atravessou a de 1950 e deu de cara com a ditadura militar no meio dos anos 1960; repito, tudo isso não era coincidência). Como disse Roberto Schwartz, nunca, antes dessa  época, o brasileiro tinha gostado tanto de ser brasileiro. Se o Golpe de 64 reduziu essa  marcha, não a deteve.


Falando de teatro, especificamente, a resposta veio, por exemplo, com Arena Conta Zumbi e Arena Conta Tiradentes, do Teatro de Arena, ambos urrando nossas lutas pela Liberdade. O Oficina ataca, num primeiro momento, com Andorra, libelo contra a injustiça; depois, recuperado de um incêndio em sua sede, toca fogo nos palcos com a histórica (porque reveladora) encenação de O rei da vela. Seu diretor, Zé Celso, para arrematar a resposta a todas as provocações com o que chamou de “estética da porrada”, encena com outro grupo Roda Viva. O Teatro Popular de Arte, de Maria Della Costa e Sandro Polloni levantam a bandeira de nossa assustadora realidade, encenando a violência 

 de Homens de papel, de Plínio Marcos mais do que atento ao mundo a seu redor para, num momento seguinte, avisar ao público que os tempos não eram de flores, com Abre a janela e deixa entrar o ar puro e o sol da manhã, de Antônio Bivar, mostrando que o absurdo de nossa condição está nas primeiras páginas dos jornais. Radicalização atrai radicalização: teatros são tomados pelas companhias, espetáculos encerram-se com manifestos em favor da liberdade e contra as censuras (a da Polícia Federal é apenas uma delas, a mais visível).


Com o incremento da máquina autoritária, cujo apogeu deu-se na conquista, em dezembro de 1968, do AI-5 pela linha dura do autoritarismo sem reservas, enquanto diversas forças sociais

retiraram-se do campo de batalha, inclusive por questões táticas (era impensável o Partido Comunista Brasileiro, por exemplo,

partir para um confronto aberto, a menos que este fosse suicida), o teatro fincou pé na resistência, oferecendo bem mais do que podia – o risco de deixar de existir. 


Era o preço e nós, os palhaços, os irresponsáveis, os fúteis, os bobos da corte o pagamos – e, com isso, um certo tipo de teatro (vale dizer: de ator, de diretor, de dramaturgo, de cenógrafo etc.) deixou de existir.


Não é preciso ir muito longe para encontrar exemplos disso: Augusto Boal, do Teatro de Arena, e José Celso Martinez Corrêa, do Oficina, foram seqüestrados (“sumiram”, como se dizia,

sinistramente, na época) e torturados; Marília Pêra e Rodrigo Santiago, ambos no espetáculo Roda Viva, foram espancados e humilhados, durante a invasão de um grupo paramilitar ao teatro em que estavam; Othon Bastos e Companhia chegaram às portas da falência, enquanto a Censura brincava de gato-e-rato com a liberação – ou não – da peça Calabar, de Chico Buarque e Ruy Guerra; Maria Della Costa e Sandro Polloni acabaram por encerrar uma companhia vitoriosa desde 1948 e tiveram que vender seu teatro, construído a duras penas; os grupos Arena, Opinião, Oficina e diversos outros foram calados até sufocassem; Guarnieri, Plínio, Queiroz, entre tantos outros tiveram suas saúdes  abaladas, o que lhes abreviou a vida; a diretora Heleny Guariba foi torturada até a morte.


Os motivos da barbárie são mais fáceis de entender; a barbárie se auto-jutifica. Mas, e todos esses artistas? Quais seriam as razões que levariam tantos talentos a se perderem? Porque essa gente toda, tão inteligente, não foi cuidar da sua vida?


Porque não é fácil aprender, durante tantos anos de formação, a colocar-se no lugar do outro, seja uma pessoa ou personagem, e depois não poder fazer isso. 


Porque não é fácil estar diariamente em contato com alguns dos maiores pensadores da Humanidade (dramaturgos, filósofos, poetas, teóricos etc.) e, de repente, ser impedido de pensar. 


Porque não é fácil acostumar-se a reconhecer, entender e aceitar o outro (“nada do que é humano me é estanho”, disse o dramaturgo latino Terêncio) e, subitamente, o outro não pode mais ser visto, o outro sumiu, ou não é mais confiável, ou o outro passou a fazer coisas que, decididamente, não são mais humanas. 


Porque é difícil sentir-se livre e não poder ser livre.




Porque é difícil estar vivo e não viver.

 



Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

amigos da pós (criação visual e multimídia)

olá, pessoal!
aí estão os arquivos de nossa última aula.


aproveitem o simpósio. estarei numa das mesas do dia 25/09, às 20h45, que vai tratar das artes no fatídico ano de 1968. 
titio falará sobre o teatro naquele tempo de chumbo.


Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

wardinho faz coisas por aí

bem, crianças, só pra que todos saibam, vou participar de duas coisas bem interessantes, ambas na universidade s. judas tadeu:
1 - no dia 18/9, às 8h (si, de la mañana...), como parte do II ciclo de jornalismo, vou mediar um bate-papo a respeito de algo que me é muito próximo: webtv. são convidados ralfo furtado, do programa são, da alltv, e marcelo theilicke, diretor geral da clictv . vai ser legal, pra gente começar a entender porque o futuro (um dos...) da tv passa por aí.
2 - no dia 25/9, 20h45, como parte da programação do 14º simpósio multidisciplinar, participarei de uma mesa-redonda (no papel de lancelot...) sobre o tema 1968: síntese e perspectivas. trataremos de teatro, literatura, música, artes plásticas e cinema. 

podendo, não deixe de não perder!

como, minha senhora?
sim, continuo com tooodas as outras 782 atividades. 

o quê? se não é demais? nãããão... 
rerere...

Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

criação visual e multimídia - novidades!

olá pessoal da pós-graduação!
aí vão mais algumas das coisas que utilizamos em sala:
fauvismo (texto e imagens) e
expressionismo (texto e imagens)
impressionismo  (imagens)

até sábado!

Domingo, 24 de Agosto de 2008

pós-graduação

material apresentado na aula sobre o barroco (textos)