terça-feira, 29 de dezembro de 2009
2010 vem aí!
enfin, é só pra dizer que as coisas vão mudar por aqui.
começarei por uma faxina beeem legal, separando as informações passageiras (coisas de professor e tal) daquelas que deverão trazer algum significado pra esse troço aqui.
aí vai dar pra divulgar e anunciar e comentar e discutir e tal e tal e coisa...
feliz etc.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
alunos da fundação das artes 2009
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
TEORMID
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
sessentaeoito
O Teatro Brasileiro e 1968 – Viva a Arte Viva!
por warde marx – ator, diretor, professor e dramaturgo
Desde 1º de abril de 1964, a classe teatral – como de resto o País – continuava atônita. Que
rumos tomar, para onde ir? Temos que reconhecer: se entre os nossos encontravam-se, no passado, grandes cortejadores do Poder, nesse momento histórico podemos afirmar que era

entre nós que estavam algumas das mais combativas figuras de resistência à Ditadura Militar.
E a própria classe, como conjunto, estava mesmo era na linha de frente. E todos os setores sociais, bem ou mal, tomavam suas posições. Algumas até de apoio aos golpistas...
Mas, havia gente ousada, corajosa entre os brasileiros daqueles
tempos. Nós todos – a maioria sem perceber, até – vínhamos de lutas e lutas em busca de nossa identidade nacional (não, toda a renovação do teatro brasileiro e sua incrível capacidade de comunicação com a platéia; o Cinema Novo; a Bossa Nova; a eleição de Juscelino Kubitschek, prometendo avanço e modernidade; o sucesso do MASP e do MAM; tudo isso que aconteceu do final da década de 1940, atravessou a de 1950 e deu de cara com a ditadura militar no meio dos anos 1960; repito, tudo isso não era coincidência). Como disse Roberto Schwartz, nunca, antes dessa época, o brasileiro tinha gostado tanto de ser brasileiro. Se o Golpe de 64 reduziu essa marcha, não a deteve.
Falando de teatro, especificamente, a resposta veio, por exemplo, com Arena Conta Zumbi e Arena Conta Tiradentes, do Teatro de Arena, ambos urrando nossas lutas pela Liberdade. O Oficina ataca, num primeiro momento, com Andorra, libelo contra a injustiça; depois, recuperado de um incêndio em sua sede, toca fogo nos palcos com a histórica (porque reveladora) encenação de O rei da vela. Seu diretor, Zé Celso, para arrematar a resposta a todas as provocações com o que chamou de “estética da porrada”, encena com outro grupo Roda Viva. O Teatro Popular de Arte, de Maria Della Costa e Sandro Polloni levantam a bandeira de nossa assustadora realidade, encenando a violência

de Homens de papel, de Plínio Marcos mais do que atento ao mundo a seu redor para, num momento seguinte, avisar ao público que os tempos não eram de flores, com Abre a janela e deixa entrar o ar puro e o sol da manhã, de Antônio Bivar, mostrando que o absurdo de nossa condição está nas primeiras páginas dos jornais. Radicalização atrai radicalização: teatros são tomados pelas companhias, espetáculos encerram-se com manifestos em favor da liberdade e contra as censuras (a da Polícia Federal é apenas uma delas, a mais visível).
Com o incremento da máquina autoritária, cujo apogeu deu-se na conquista, em dezembro de 1968, do AI-5 pela linha dura do autoritarismo sem reservas, enquanto diversas forças sociais
retiraram-se do campo de batalha, inclusive por questões táticas (era impensável o Partido Comunista Brasileiro, por exemplo,
partir para um confronto aberto, a menos que este fosse suicida), o teatro fincou pé na resistência, oferecendo bem mais do que podia – o risco de deixar de existir.
Era o preço e nós, os palhaços, os irresponsáveis, os fúteis, os bobos da corte o pagamos – e, com isso, um certo tipo de teatro (vale dizer: de ator, de diretor, de dramaturgo, de cenógrafo etc.) deixou de existir.
Não é preciso ir muito longe para encontrar exemplos disso: Augusto Boal, do Teatro de Arena, e José Celso Martinez Corrêa, do Oficina, foram seqüestrados (“sumiram”, como se dizia,
sinistramente, na época) e torturados; Marília Pêra e Rodrigo Santiago, ambos no espetáculo Roda Viva, foram espancados e humilhados, durante a invasão de um grupo paramilitar ao teatro em que estavam; Othon Bastos e Companhia chegaram às portas da falência, enquanto a Censura brincava de gato-e-rato com a liberação – ou não – da peça Calabar, de Chico Buarque e Ruy Guerra; Maria Della Costa e Sandro Polloni acabaram por encerrar uma companhia vitoriosa desde 1948 e tiveram que vender seu teatro, construído a duras penas; os grupos Arena, Opinião, Oficina e diversos outros foram calados até sufocassem; Guarnieri, Plínio, Queiroz, entre tantos outros tiveram suas saúdes abaladas, o que lhes abreviou a vida; a diretora Heleny Guariba foi torturada até a morte.
Os motivos da barbárie são mais fáceis de entender; a barbárie se auto-jutifica. Mas, e todos esses artistas? Quais seriam as razões que levariam tantos talentos a se perderem? Porque essa gente toda, tão inteligente, não foi cuidar da sua vida?
Porque não é fácil aprender, durante tantos anos de formação, a colocar-se no lugar do outro, seja uma pessoa ou personagem, e depois não poder fazer isso.
Porque não é fácil estar diariamente em contato com alguns dos maiores pensadores da Humanidade (dramaturgos, filósofos, poetas, teóricos etc.) e, de repente, ser impedido de pensar.
Porque não é fácil acostumar-se a reconhecer, entender e aceitar o outro (“nada do que é humano me é estanho”, disse o dramaturgo latino Terêncio) e, subitamente, o outro não pode mais ser visto, o outro sumiu, ou não é mais confiável, ou o outro passou a fazer coisas que, decididamente, não são mais humanas.
Porque é difícil sentir-se livre e não poder ser livre.
Porque é difícil estar vivo e não viver.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
amigos da pós (criação visual e multimídia)
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
wardinho faz coisas por aí
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
criação visual e multimídia - novidades!
aí vão mais algumas das coisas que utilizamos em sala:
fauvismo (texto e imagens) e
expressionismo (texto e imagens)
impressionismo (imagens)
