aí vai pra vocês um línque, que remete a um artiguinho que titio publicou na revista e no saite do sesctv. divirtam-se!
oba, novidade!
24/02/2014
você é curioso?
recentemente - a partir de outubro do ano passado - acabei participando de uma coisa de que gosto muito: o guia dos curiosos.
alunos meus (primeiro o yuri, depois a giovanna), trabalhando e/ou estagiando na rádio bandeirantes de são paulo, acabaram por me apresentar ao marcelo duarte, criador original da ideia que deu no famoso "guia". e eu fiz algumas entradas no programa - que vai ao ar aos sábados, das 10h às 12h, apresentado por marcelo e silvânia alves.
como a coisa foi dando certo, acabei dando uma colaborada, também, no blog do site.
dá uma olhada nesses línques
O SOLDADO QUE NÃO MATOU HITLER
OS NOMES DO DINHEIRO
gostou? acompanhe nossos blogues e sites (o meu é este: SITEDOWARDE).
divirta-se!
15/01/2014
o corpo e os limites
Um dia, no Teatro, me disseram que o corpo estava aprisionado (não o meu, especificamente, mas tooodos os corpos), daí era pra "atingir, romper os limites".
E isso me fez pensar:
- O conhecimento é só corpóreo? Só físico? E o físico, só pode ser dermo-ósteo-muscular? Concedo que não seja exclusivamente intelectual (e, em nenhum momento, o descarto!). Mas, onde ficam: o imagético, o visual, o auditivo, o tátil, o gustativo, a memória, a intuição,
o equilíbrio, o..., a... ?
- Romper, é? Atingir limites, é? Então, que tal alguém localizar, mostrar e romper os limites: da tragédia, da tristeza, do riso, do patético, da moral, da religião, do fanatismo, da coragem, do medo, do ridículo, da covardia, da paixão, do desejo etc., em lugar dos limites do corpo?
E me mandei continuar pensando a respeito. Percebi que tocar o corpo do outro e permitir que toquem o seu, como exemplo de liberdade total... sei lá, tava meio pequeno. Daí, descobri o seguinte:
Você só atinge os limites...
... da água, quando se molha.
... da gravidade, quando flutua.
... do fogo, quando se queima.
... da sanidade, quando enlouquece.
... da resistência, quando quebra.
... da força, quando sucumbe.
... da criatura, quando cria.
... da dor, quando sofre.
... da vontade, quando desiste.
... da vida, quando morre.
E isso me fez pensar:
- O conhecimento é só corpóreo? Só físico? E o físico, só pode ser dermo-ósteo-muscular? Concedo que não seja exclusivamente intelectual (e, em nenhum momento, o descarto!). Mas, onde ficam: o imagético, o visual, o auditivo, o tátil, o gustativo, a memória, a intuição,
o equilíbrio, o..., a... ?- Romper, é? Atingir limites, é? Então, que tal alguém localizar, mostrar e romper os limites: da tragédia, da tristeza, do riso, do patético, da moral, da religião, do fanatismo, da coragem, do medo, do ridículo, da covardia, da paixão, do desejo etc., em lugar dos limites do corpo?
E me mandei continuar pensando a respeito. Percebi que tocar o corpo do outro e permitir que toquem o seu, como exemplo de liberdade total... sei lá, tava meio pequeno. Daí, descobri o seguinte:Você só atinge os limites...
... da água, quando se molha.
... da gravidade, quando flutua.
... do fogo, quando se queima.
... da sanidade, quando enlouquece.
... da resistência, quando quebra.
... da força, quando sucumbe.
... da criatura, quando cria.
... da dor, quando sofre.
... da vontade, quando desiste.
... da vida, quando morre.

Mas... isso tudo é atingir ou ultrapassar?
Aí é que está: só sabemos que o limite foi atingido quando ele já está atrás de nós.
Se ainda está à nossa frente, não foi atingido.
30/10/2013
FESTEJANDO O "RALOUÍMEN"
vem aí, novamente, o ralouímen.
sou mais saci. MESMO. apesar de eu ter nascido na maior
região metropolitana do brasil, ele faz parte de minha cultura, de minha
identidade: era o saci quem fazia tranças na crina do cavalo do meu avô, em são
bernardo do campo, sp. todo mundo sabia disso, acontecia em toda parte. (não,
não foi no século 12. seu antônio morreu em 1965)
se você disser que isso não quer dizer nada pra você, mas o
jéqui-abóbra, sim, porque... porque... bem, porque é “legal”!, tenho algo a te
dizer: tiraram uma parte das possibilidades culturais próprias de tua gente
(pois não iam vender no mundo todo) e, no lugar, puseram algo que é conhecido
(e, mais importante, vendido!) em todos os lugares (em que chega o cinema
norte-americano e suas séries de tv). só que eu sei de onde surgiram (e porque)
o boitatá, o curupira, o saci. nada de genial nisso, ao contrário: eram as
histórias que se contavam quando éramos uma comunidade que se conhecia. e o
dono da loja de 1,99, repleta de quinquilharias ralouimenísticas, não vai saber
dizer o que são estas ou o porquê da existência delas. mas, alguém já viu numa
tela de cinema ou tv. usada por personagens “legais”.
ano passado, houve até quem levantasse as raízes celtas do
povo/cultura luso-brasileiros, bem como a velha
religião, pré-cristã, antepassada da atual wicca; tudo isso pra justificar
a festa. pode curtir o que quiser, só não precisamos ser hipócritas: ninguém
fala “gostosuras ou travessuras” por saber de seus antepassados celtiberos
ou por ser seguidor de druidas ou
modernas- feiticeiras-mantendo-as-tradições. o pessoal quer imitar o que viu na
telinha ou na telona e pronto.
o que nos leva a: “mas, que cara chato! o que você tem
contra uma festa! deixa o pessoal se divertir! a vida já é tão dura”. bem, não
tenho nada contra festas (mentira, tenho sim, contra várias – mas, isso é uma
briga nova). e que sou chato, ora, sou o primeiro a afirmar isso. só que a
razão é simples: chato – ou o tipo de chato que assumo ser – é quem não aceita
ser enganado. repare como qualquer pessoa que atrase uma fila, pois exige seus
cinco centavos de troco, é logo tachada como... chata! qualquer um que queira
discutir todos os pontos de um problema, até se chegar a um resultado final,
não passa de um... chato! quem acha um atraso usar o termo “customizar” (que é,
obviamente, muito mais “legal”!) no lugar de “personalizar” é um... chato.
entendeu que chato eu sou?
então, não vou embaçar a festa de ninguém. divirtam-se! só
acho bobo. é como uma criança que sai pela casa usando os sapatos do papai ou
da mamãe. está apenas imitando, tentando ser quem não é. aqueles sapatos não
são para ela. os dela virão, a seu tempo e com a cara/características da
ex-criança, então adulta.
sou saci para saber quem sou.
08/09/2013
tenha a santa paciência...!
olha só, que coisa:
resolveram promover um encontro de ruivas, na av. paulista, sp, neste domingo, 08/09/2013. só fiquei sabendo hj, pela internet. pra quem quiser saber mais, clique AQUI
em uma postagem na minha página do facebook eu ia brincar com a informação, dizendo que a ideia não era nova, aparecera numa aventura de sherlock holmes, em 1891, no conto "a liga dos cabeça vermelha", que pode ser conferido AQUI.
era só uma brincadeirinha. mas, perdeu a graça, quando encontro um comentário que associa "encontro de pessoas ruivas" a "encontro de pessoas ricas". e lhes chama a atenção para o fato de que é preciso refletir sobre a seriedade de um encontro desse tipo, nessa sociedade, nesse contexto. pelamordedeus!!! leia o treco AQUI.
nesse caminho, concluiremos que se pessoas usam óculos, provavelmente lêem; se lêem, receberam educação; são, portanto privilegiados, burgueses usufruindo da miséria do povo; logo, devem ser mandados para os trabalhos forçados no campo, por crime contra o povo.
antes que pense que deliro, apenas descrevi coisas ocorridas no cambodja (ou kampuchea), durante o governo de pol pot (1975-1979). veja AQUI , AQUI , AQUI
e AQUI.
é de lascar...
09/07/2013
9 DE JULHO!
hoje é nove de julho. nesta data, há 81 anos, as pessoas acharam que tinham que lutar por seus direitos e pelo que achavam certo. lutar no sentido limite da palavra, com empenho da própria vida.
que nos sirvam de exemplo.
Bandeira Paulista
Bandeira das treze listas:
São treze lanças de Guerra
Cercando o chão dos Paulistas!
Prece alternada responso
Entre a cor branca e a cor preta:
Velas de Martim Afonso,
Sotaina do Padre Anchieta!
Bandeira de Bandeirantes,
Branca e rota de tal sorte,
Que entre os rasgões tremulantes
Mostrou as sombras da morte.
Riscos negros sobre a prata:
São como o rastro sombrio
Que na água deixava a chata
Das Monções, subindo o rio.
Página branca pautada
Por Deus, numa hora suprema,
Para que, um dia, uma espada
Sobre ela escrevesse um poema.
O poema do nosso orgulho
(eu vibro quando me lembro)
Que vai de nove de julho
A vinte e oito de setembro!
Mapa de Pátria Guerreira
Traçado pela Vitória:
Cada lista é uma trincheira;
Cada trincheira é uma glória!.
Tiras retas firmes: quando
O inimigo surge à frente,
São barras de aço guardando
Nossa terra e nossa gente.
São os dois rápidos brilhos
Do trem de ferro que passa:
Faixa negra dos seus trilhos,
Faixa branca da fumaça.
Fuligem das oficinas;
Cal que as cidades empoa;
Fumo negro das usinas
Estirado na garoa!
Pinhas que avançam; há nelas
Correndo num mesmo fito,
O impulso das paralelas
Que procuram o infinito.
É desfile de operários;
É o cafezal alinhado;
São filas de voluntários:
São sulcos de nosso arado !
Bandeira que é nosso espelho !
Bandeira que é nossa pista !
Que traz no topo vermelho
O coração do Paulista!
Guilherme de Almeida
12/05/2013
mãe(s)
pensava no dia das mães.
algumas postagens em redes sociais lembravam que a data é cara (com duplo sentido) às associações comerciais. verdade.
entretanto, também é verdade que, muito antes de surgir a atividade comercial (e, claro, a industrial), já se homenageavam as mães. de fato, se recorrermos à história, os primeiros registros de figura humana têm a mulher como tema - exatamente em sua função reprodutiva.
é o caso desta estatueta, a famosa vênus de willendorf, com cerca de 20.000 anos.
nossas células têm, basicamente, duas informações, dois comandos primevos:
a) sobreviva;
b) reproduza-se.
ao representar a mulher dessa forma, atribuimos a ela o cumprimento de uma das duas únicas coisas a que nos obriga a natureza neste mundo: gerar vida - seja de maneira fática, seja metafórica.
e, ao evoluir e demonstrar que ainda são capazes de atingir os mais altos postos dentro de nossa sociedade, as mulheres ainda podem se orgulhar disso: o fazem sem excluir, totalmente, suas funções biológicas.
só pensamos em mãe como supermulher porque, ao longo das eras, foi exatamente o que elas demonstraram ser. agora que sou pai e convivo com uma mãe pelo "lado de dentro" da geração e administração de uma vidinha, vejo o que é desdobrar-se fibra por fibra para ser integralmente quem você tem que ser e quem você deseja ser. há que se preocupar com o acesso de tosse noturna do moleque e com o texto a decorar para o ensaio; há que esperar o técnico da lavadora e pesquisar o menor preço de qualquer-coisa-na-internet. há que acarinhar o marido e olhar a comida dos cachorros.
calma! não fico parado olhando; faço tudo isso, também (exceto gestar a vida dentro de mim), pois a coisa não está fácil para ninguém.
só que não sou mãe. e hoje é o dia delas.
beijando a mãe de meu filho (e adotiva dos cachorrinhos) e com o pensamento diário em minha querida e saudosa mãe, homenageio a todas as mães minhas amigas, irmã, cunhadas, avós e bisas, madrinha, tias, primas, professoras e demais chegadas a nós.
parabéns. vocês merecem.
algumas postagens em redes sociais lembravam que a data é cara (com duplo sentido) às associações comerciais. verdade.
entretanto, também é verdade que, muito antes de surgir a atividade comercial (e, claro, a industrial), já se homenageavam as mães. de fato, se recorrermos à história, os primeiros registros de figura humana têm a mulher como tema - exatamente em sua função reprodutiva.
é o caso desta estatueta, a famosa vênus de willendorf, com cerca de 20.000 anos.
nossas células têm, basicamente, duas informações, dois comandos primevos:
a) sobreviva;
b) reproduza-se.
ao representar a mulher dessa forma, atribuimos a ela o cumprimento de uma das duas únicas coisas a que nos obriga a natureza neste mundo: gerar vida - seja de maneira fática, seja metafórica.
e, ao evoluir e demonstrar que ainda são capazes de atingir os mais altos postos dentro de nossa sociedade, as mulheres ainda podem se orgulhar disso: o fazem sem excluir, totalmente, suas funções biológicas.
só pensamos em mãe como supermulher porque, ao longo das eras, foi exatamente o que elas demonstraram ser. agora que sou pai e convivo com uma mãe pelo "lado de dentro" da geração e administração de uma vidinha, vejo o que é desdobrar-se fibra por fibra para ser integralmente quem você tem que ser e quem você deseja ser. há que se preocupar com o acesso de tosse noturna do moleque e com o texto a decorar para o ensaio; há que esperar o técnico da lavadora e pesquisar o menor preço de qualquer-coisa-na-internet. há que acarinhar o marido e olhar a comida dos cachorros.
calma! não fico parado olhando; faço tudo isso, também (exceto gestar a vida dentro de mim), pois a coisa não está fácil para ninguém.
só que não sou mãe. e hoje é o dia delas.
beijando a mãe de meu filho (e adotiva dos cachorrinhos) e com o pensamento diário em minha querida e saudosa mãe, homenageio a todas as mães minhas amigas, irmã, cunhadas, avós e bisas, madrinha, tias, primas, professoras e demais chegadas a nós.
parabéns. vocês merecem.
13/03/2013
são judas e eu - uma história
oi!

aí vai um depoimento meu, sobre minha trajetória na universidade são judas tadeu, de são paulo. foi publicado, originariamente, pelo blog INTERCONECTADOS SÃO JUDAS.
para me assistir, CLIQUE AQUI.
acho legal a gente pensar em termos de "fazer parte de algo".
divirta-se!

aí vai um depoimento meu, sobre minha trajetória na universidade são judas tadeu, de são paulo. foi publicado, originariamente, pelo blog INTERCONECTADOS SÃO JUDAS.
para me assistir, CLIQUE AQUI.
acho legal a gente pensar em termos de "fazer parte de algo".
divirta-se!
08/03/2013
da série "essencial na arte"
vejo umas brincadeiras assim no facebook:
porque se
alguém pensa, ainda que remotamente, em
como-fazer-as-pessoas-apreciar-arte-e-assim-vivermos-todos-num-mundo-melhor-e-mais-evoluído
(no que, em linhas gerais, eu acredito também), aí vai minha modesta
sugestão: ninguém vai ter intimidade com algo que parece exigir que a
gente esteja, sempre, em posição de sentido, com
roupa-chique-de-domingo, cabelo penteado e cara fechada, pois a
arte-é-algo-superior-e-que-impõe-respeito.
e sabe o que eu acho? ÓTIMO!!!
porque se
alguém pensa, ainda que remotamente, em
como-fazer-as-pessoas-apreciar-arte-e-assim-vivermos-todos-num-mundo-melhor-e-mais-evoluído
(no que, em linhas gerais, eu acredito também), aí vai minha modesta
sugestão: ninguém vai ter intimidade com algo que parece exigir que a
gente esteja, sempre, em posição de sentido, com
roupa-chique-de-domingo, cabelo penteado e cara fechada, pois a
arte-é-algo-superior-e-que-impõe-respeito.
para que as pessoas se envolvam com a arte, de VERDADE, ela tem que fazer parte de nossas vidas. integralmente.
o que significa que a gente pode-deve ter a liberdade de brincar com
ela, como faríamos com algo-alguém de que-quem gostamos muito.
26/02/2013
#fundaçãodasartesfaçoparte: CULTURA DE VERDADE, CULTURA DE MENTIRA
#fundaçãodasartesfaçoparte: CULTURA DE VERDADE, CULTURA DE MENTIRA: 25.02.2013 - Cartaz irregular fixado na parede externa da Fundação das Artes. O anúncio desrespeita a Lei Cidade Limpa. Neste domingo,...
VALE A PENA LER TODO O POST. trata-se de uma luta de resistência cultural, que está sendo travada, neste momento, em são caetano do sul.
VALE A PENA LER TODO O POST. trata-se de uma luta de resistência cultural, que está sendo travada, neste momento, em são caetano do sul.
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